
Vi entardecer, quando já era noite...
Cri nos meus olhos, pois o relógio tocou
Marcando a hora final do meu açoite
Na culpa que logra minha consciência, ou
Menor meu grito seria ante o credo jus
Afinado à condição sócio-religiosa
Dá-me paz, te amenizo a dor, assim propus
estende à madrugada toda copiosa
Liberta em minha cela, vaga aos cantos
Minha culpa colide nos meus conceitos
No consciente vasto, chagado, vi seus mantos
Pedi-Lhe liberdade ainda no leito
Sequer vistei a compaixão nos olhos santos
Sendo julgado sempre “-culpado!” meu jeito.
