18 de janeiro de 2008
13 de janeiro de 2008
Minha, a flor de cactos.
Valter Gomes – 13 de Janeiro de 2008.
-Dance longe da minha pele, vivo só!
Distante existo tentando protegê-la
Assim, escolhi ser, tenho tempo menor
Mas o quanto vir existir, devo sim mantê-la
-Folie sem minha tez afagar, ferir posso!
Pontas agudas circundam minha relíquia
Veja-a ligeiro, pois a ti apenas mostro
Encanto igual, não verá por toda mídia.
Nesta flor só pousará abelhas, colibris
Seu aroma migrará pelos ares e colinas
Nesta estação tudo que é belo diz
Q`uesta flor é de toda, meu encargo primaz
Preservando sempre esta força motriz
Com meus espinhos, quem delas se aproximar
26 de dezembro de 2007
MEU PECADO
MEU PECADOVi entardecer, quando já era noite...
Cri nos meus olhos, pois o relógio tocou
Marcando a hora final do meu açoite
Na culpa que logra minha consciência, ou
Menor meu grito seria ante o credo jus
Afinado à condição sócio-religiosa
Dá-me paz, te amenizo a dor, assim propus
estende à madrugada toda copiosa
Liberta em minha cela, vaga aos cantos
Minha culpa colide nos meus conceitos
No consciente vasto, chagado, vi seus mantos
Pedi-Lhe liberdade ainda no leito
Sequer vistei a compaixão nos olhos santos
Sendo julgado sempre “-culpado!” meu jeito.
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