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21 de abril de 2009

CONTIVE MEUS SENTIDOS DE MEDO

Contive meus sentidos de medo
Ao ver os gladiadores mirins
Matando a fome ainda cedo
Dos leões; com desonra, bofes e rins
Detive pensante minha visão
No destino, na luta juvenil
Buscando o que comer no lixão
Perto da peste que não contraiu
Logo vi a impotência na derme
Como cravando pontiagudo
Um pedido: “Ajuda-me verme”!
Estava lá no sinal vermelho
Escrito na cor sangue e fogo
O pus mundial, só dói mantê-lo

21 de dezembro de 2008

MEU PAU-BRASIL

MEU PAU-BRASIL
Cortaram-no! mas alto e firme persistiu,
Os anos se passaram, quase foi extinto
Nas matas se escondeu, camuflado viu
Outros sempre tombarem no labirinto.


Numa bandeira suas cores pintou,

Um país seu nome clamado, atendeu.

Cortado e queimado quase minguou,

triste esta história que nada rendeu


Hoje por minha sorte tem no meu quintal,

Junto à janela por onde visto o mundo...

A flor do PAU-BRASIL, vêja você o visual!



Não quero jamais perdê-la, é profundo...

ver neste concreto armado atual;

o colorido pau-brasil, moribundo.

VALTER GOMES


13 de janeiro de 2008


Minha, a flor de cactos.
Valter Gomes – 13 de Janeiro de 2008.

-Dance longe da minha pele, vivo só!
Distante existo tentando protegê-la
Assim, escolhi ser, tenho tempo menor
Mas o quanto vir existir, devo sim mantê-la

-Folie sem minha tez afagar, ferir posso!
Pontas agudas circundam minha relíquia
Veja-a ligeiro, pois a ti apenas mostro
Encanto igual, não verá por toda mídia.

Nesta flor só pousará abelhas, colibris
Seu aroma migrará pelos ares e colinas
Nesta estação tudo que é belo diz

Q`uesta flor é de toda, meu encargo primaz
Preservando sempre esta força motriz
Com meus espinhos, quem delas se aproximar

26 de dezembro de 2007

MEU PECADO

MEU PECADO

Vi entardecer, quando já era noite...
Cri nos meus olhos, pois o relógio tocou
Marcando a hora final do meu açoite
Na culpa que logra minha consciência, ou

Menor meu grito seria ante o credo jus
Afinado à condição sócio-religiosa
Dá-me paz, te amenizo a dor, assim propus

estende à madrugada toda copiosa

Liberta em minha cela, vaga aos cantos
Minha culpa colide nos meus conceitos
No consciente vasto, chagado, vi seus mantos

Pedi-Lhe liberdade ainda no leito
Sequer vistei a compaixão nos olhos santos
Sendo julgado sempre “-culpado!” meu jeito.

25 de dezembro de 2007

A MAIS BELA FLOR




A MAIS BELA FLOR!



Desposarei a mais bela for deste jardim

esta será eterna, amada até o fim

mesmo que a tempestade insista em cair

ama-la-ei, direi em versos só por ti



Suas pétalas hão de nos sentir amando

nem os raios de sol a mim pleiteando

roubarão deste amor gotas de orvalho

as protegerei vivaz como um corsário



Seus pólens fecundarei casto e viril

deste amor a prole virá muito colorida

será bela pelo botão vivo que abriu



Virão admirá-la sempre, por toda a vida

balbuciarão, este amor primaveril

ao ápice da ternura, a viver nos convida..

28 de setembro de 2007

QUIMERAS EM CIO!


Quimeras em cio
03/01/2007-01:00hs
(Foto: Tele de Eduardo Tavares).

Estou migrando ao desconhecido,
não terei você uma espera.
Mitigando seu cio de quimera,
quisera saber tê-lo valido.

Remo só pr´outra margem de um rio,
não vejo ser lá, só outra beira,
preciso saber qual minha eira.
se sou primeiro em seu desvario.

Voando noutros brejões e vales,
vejo devaneios juvenis,
espreito ater viços seus olhares.

À caça de sentidos pueris
de um beijo de amor que migalhes,
trilho pelos seus desejos febris

30 de agosto de 2007

SEU ÚLTIMO MEDO...


SEU ÚLTIMO MEDO
Valter Gomes 30 de agosto de 2007

Toda vez que lhe procuro, penso...
se desta vez conseguirei vê-lo
pois cada poço é mais imenso
e escuro seu último medo...

Pegar sua mão, içá-lo à beira
Abraçá-lo, aquecê-lo do frio
Gastar a minha força inteira
Pois seu fardo beira o delírio

Na vontade de viver, segure...
Está neste cordão que te lanço
Sabes lá quanto tempo dure!

Inda que por aqui lhe procure
Sonho resgatá-lo deste lodo
E no meu seio, sua dor eu cure.
(Foto da tela de Carlos V. Pinto - 85)

22 de agosto de 2007

LOUCOS, SOMOS TODOS...

Loucos...
28/12/2001-01:00hs

A loucura de mim se aproxima
Quanto mais penso no racional
Outrem me vêem só, lá de cima
E de baixo posso vê-los total

Despidos, rotos, loucura igual;
Seja silenciosa ou colossal.
Menor será a minha, neste visual,
Que a mascara caia se eu for boçal.

Quando menos a noto, se “aprochega”
Viajo só e Louco sempre desando
por onde vivi, minha peleja

Desta loucura quero ser anjo,
Voar nas cabeças sem queixa,
Dos credos que vi Minguando

5 de agosto de 2007

TIZIU, ESTARÁ EM EXTINÇÃO???.


TI TI TI TIZIU!
Valter Gomes - 12,02,2007

Hoje me lembrei do saltitante tiziu,
No quintal da minha casa em Ipatinga,
Muitos eu peguei, não queria, mas ele caiu,
do bico ao rabo de preto anil se pinga.

Para sua amada se exibe até cansar
Seu canto tem alegria como o frevo daqui
Ti ti ti tiziu, ti ti ti tiziu, pro ar
Ti tiziu uma cambalhota volta aqui

Sempre está perto das coleirinhas
Papa-arroz, papa-capins e dos bem-te-vis
Uma sinfonia no cair das tardezinhas

Fiquei receoso de perguntar; - você viu?
O canto alegre e feliz que tinha por lá?
Do frevo no bico do ti ti ti Tiziu?

3 de agosto de 2007

CLARA... BELA CLARA!


Clara, bela clara
Valter Gomes - 01.02.2007

A lua cheia está clara, tal “Clara”,
Mas falta-lhe o azul dos olhos de “Clarinha”.
Pode ser bela a lua pela noitinha,
mas sei, faltam olhos para contemplá-la.

Solta no céu, sinto pena desta lua!
Como linda és? Se lhe falta nobre véu,
Sim, os cabelos de clara, ouro novel,
Pois em Clara, a beleza cintila e flutua!

Esta lua não sabe que esta “Bela",
Clara Barros noite e dia ilumina,
sorriso de luz, a noite é só dela.

Que pena, ter nas nuvens uma cortina,
sem poder apreciar que esta donzela,
é a mais bela entre os astros lá de cima.

21 de julho de 2007

Como usar nossos dons!


COMO USAR NOSSOS DONS!
Valter Gomes - 26.01.2007


Sim! Na verdade todos dons são divinos,
Do amor à caridade vivemos no pai.
Sim! Nele somos benditos, por isso orai,
No fervor dos teus corações meninos.

Rogai pelos dons doados pelo imortal,
Sempre vivos em nossa memória real;
Não vividas em trabalho direcional,
de gerações sedentas de conduta moral.

Nestes dons, perdemos as oportunidades,
de mudanças no velho incontrolável .
Sim! perdemos tempo com alusões covardes,

Acerca do padrão ético ditável,
que oculta das bombas, as verdades
que no final se vê sangue lavável.

9 de julho de 2007

DELAS SERÁ O REINO DOS CÉUS


. . . Delas será o reino dos céus!
Valter Gomes 10/11/2006.
Soneto


Crucificaram mais uma vez Cristo Jesus!
desta vez, em uma fétida caixa de sapato,
deixada em uma ilhada parada de ônibus
em uma noite fria, um frio e cruel ato.

Crucificaram mais uma vez Cristo Jesus!
na falta de assistência de um hospital.
Pela corrupção avassaladora que conduz,
ao leito vazio de amor fraterno maternal.

Pregaram de novo Jesus na cruz,
quando não foram capazes da vida salvar,
Vagando nas falsas juras que a formatura produz.

Cumpriu-se com desvario o chamado do Senhor;
-“Vinde a mim as minhas criancinhas, ao meu reino!”
-“Creiam, o mal que a elas o fazem, em mim refletirá!”


Meus amigos, muito me choca a situação ds crianças abandonadas neste país.
É triste ver este absurdo acontecer pela falta de politicas sociais alicerçadas.
Pouco podemos fazer, sempre procuro algo que me liberte deste sofrimento.
Escrevendo, compondo e falando para as pessoas, procuro aliviar este sofrimento
Este soneto fala diretamente na criança que foi encontrada em Brasilia(Guará) e morreu por
falta de um atendimento de uma médica, que fugiu de sua responsabilidade.
Leiam a matéria no Correio Brasiliense, é desolador...
Se quizerem repassar aos amigos, fiquem a vontade

Um abraço a todos

Valter Gomes