13 de janeiro de 2008


Minha, a flor de cactos.
Valter Gomes – 13 de Janeiro de 2008.

-Dance longe da minha pele, vivo só!
Distante existo tentando protegê-la
Assim, escolhi ser, tenho tempo menor
Mas o quanto vir existir, devo sim mantê-la

-Folie sem minha tez afagar, ferir posso!
Pontas agudas circundam minha relíquia
Veja-a ligeiro, pois a ti apenas mostro
Encanto igual, não verá por toda mídia.

Nesta flor só pousará abelhas, colibris
Seu aroma migrará pelos ares e colinas
Nesta estação tudo que é belo diz

Q`uesta flor é de toda, meu encargo primaz
Preservando sempre esta força motriz
Com meus espinhos, quem delas se aproximar

26 de dezembro de 2007

MEU PECADO

MEU PECADO

Vi entardecer, quando já era noite...
Cri nos meus olhos, pois o relógio tocou
Marcando a hora final do meu açoite
Na culpa que logra minha consciência, ou

Menor meu grito seria ante o credo jus
Afinado à condição sócio-religiosa
Dá-me paz, te amenizo a dor, assim propus

estende à madrugada toda copiosa

Liberta em minha cela, vaga aos cantos
Minha culpa colide nos meus conceitos
No consciente vasto, chagado, vi seus mantos

Pedi-Lhe liberdade ainda no leito
Sequer vistei a compaixão nos olhos santos
Sendo julgado sempre “-culpado!” meu jeito.

25 de dezembro de 2007

A MAIS BELA FLOR




A MAIS BELA FLOR!



Desposarei a mais bela for deste jardim

esta será eterna, amada até o fim

mesmo que a tempestade insista em cair

ama-la-ei, direi em versos só por ti



Suas pétalas hão de nos sentir amando

nem os raios de sol a mim pleiteando

roubarão deste amor gotas de orvalho

as protegerei vivaz como um corsário



Seus pólens fecundarei casto e viril

deste amor a prole virá muito colorida

será bela pelo botão vivo que abriu



Virão admirá-la sempre, por toda a vida

balbuciarão, este amor primaveril

ao ápice da ternura, a viver nos convida..