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17 de maio de 2009

TRIBUTO A ÉRICO VERÍSSIMO


TRIBUTO A ÉRICO VERÍSSIMO

Ao olhar os lírios do campo, procurei encontrar Ana Terra
E da saga dos meus fantoches, tornei-me prisioneiro
Neste arquipélago sem continente, sem retrato
E sem lugar ao sol.
Nesta noite, fiz uma viagem pela aurora do mundo,
Como Rosa Maria no castelo encantado.
E nos caminhos cruzados, O Senhor Embaixador,
Com seu solo de clarineta, declarou um ataque a gente e bichos
Mas um certo Capitão Rodrigo, defendeu o México...
Evitou um incidente em Antáres e acabou com Israel em Abril.
Transformou a vida de Joana D´Arc, sem música ao longe,
Na vida do elefante Basílio, dizendo:
-O resto é silêncio!
E sentiu a volta do Gato Preto em campo de neve
Transformando-se num fantoche
Para os três porquinhos pobres.

Poema de Valter Gomes, CITANDO as obras do
grande escritor ÉRICO VERÍSSIMO.

10 de julho de 2007

...FLORES, SÃO PARA VOCÊ!


Feche os olhos,
para que o aroma inebrie teu olfato,
a cor envolva tuas retinas...

Para que a eternidade deste momento mudo,
reluza mundo afora, iluminando meus caminhos
na minha eterna busca de ti.

E a te encontrar, a mim vieres,
teu sorriso mudo quebrar o silêncio,
e faltar-me o brilho reluzente dos teus olhos.

encontrar-me-ei em estado de felicidade...

Pois já estarás beijada na face,
cravada em meu peito,
e a viajar no meu corpo...

sem saber que para todo o sempre,
o eterno em minha existência...

9 de julho de 2007

CONTENDA DIÁRIA


Calando a voz do meu contendedor;
no silêncio, menor vertice vetor.
No passo trôpego, a direção, meta torpor.
No medo acuado, em um canto mentor;
tudo posso, menos mesclar o branco na cor;
degradando o tom, pois desmancho o criador.

Calando a voz do meu alvoponente;
decreto a piedade; correr o vento na mente,
que mente, o som do grito clemente.
No medo ponteado; perdão peço somente.
Nada posso! se posso, meu braço dormente,
acusando a peste, dominio no corpo ausente.

Minguando forças, selencio a batalha,
nas esquinas, sinais vermelhos; sentidos de febre,
no olhar esmorecido, querente, mas descrente...
nos atalhos de beco, na muralha fumê;
nas pontes sobre rio seco;
No piso de piche, no escuro …à mercê.


Valter Gomes